Custos de compra
IMT e Imposto do Selo em 2026: o que reservar antes da escritura
Na compra de casa, o preço do imóvel não é o único valor a financiar. Saiba como entram o IMT e o Imposto do Selo no orçamento antes da escritura.

IMT e Imposto do Selo em 2026 devem entrar no orçamento desde a primeira simulação de compra de casa. É fácil concentrar a atenção na entrada e na prestação mensal, mas a escritura exige liquidez para impostos e outros custos do processo. Preparar essa reserva cedo permite escolher o imóvel pelo seu custo real, não apenas pelo preço anunciado.
Dois impostos que surgem antes da escritura
Na compra de uma casa, o IMT é calculado, em regra, sobre o maior entre o preço de compra e o Valor Patrimonial Tributário. A taxa varia de acordo com a natureza e o destino do imóvel. O Imposto do Selo aplicável à aquisição tem uma taxa de 0,8% sobre a mesma base. O Portal das Finanças explica a compra da casa, a declaração Modelo 1 e os prazos de pagamento.
Se existir crédito habitação, há ainda Imposto do Selo sobre o montante financiado, de acordo com o prazo. Por isso, o custo de compra não é simplesmente “preço menos entrada”: deve incluir impostos, escritura e registos, avaliação e despesas bancárias, seguros e uma margem para adaptações ou obras.
Não estime apenas por uma percentagem
As tabelas e isenções podem mudar. Em vez de aplicar uma regra rápida, use o valor relevante do negócio e confirme a simulação no momento da decisão. O Portal das Finanças disponibiliza informação atualizada e a liquidação é feita através da declaração Modelo 1 de IMT. A guia deve ser paga no próprio dia da liquidação ou nos 30 dias seguintes, dentro da validade indicada.
IMT Jovem: confirme a elegibilidade antes de contar com ela
Para a primeira aquisição de habitação própria e permanente, jovens até aos 35 anos podem beneficiar de isenção de IMT e de Imposto do Selo quando reúnem os requisitos legais. A página oficial do IMT Jovem detalha as condições, incluindo idade, finalidade do imóvel e regras sobre titularidade de imóveis. Não assuma a isenção apenas pela idade: confirme a situação concreta e o valor aplicável antes de fixar a entrada ou assinar o CPCV.
Uma reserva de compra mais realista
Entrada: a parte do preço que não será financiada.
IMT e Imposto do Selo: apurados a partir da base e das regras em vigor no momento da liquidação.
Custos de crédito: avaliação, formalização, comissões aplicáveis e impostos associados.
Escritura e registos: confirme o canal e os valores com a entidade que tratará do processo.
Pós-compra: mudanças, obras, condomínio, seguros e uma reserva de segurança.
O calendário conta tanto como o montante
O sinal é pago na assinatura do CPCV, a entrada e os impostos são tipicamente concentrados perto da escritura e algumas despesas bancárias surgem antes. Faça um calendário simples com data, valor estimado, responsável e condição de pagamento. Assim evita usar uma reserva destinada aos impostos para uma obra urgente ou para mobiliário.
Antes de assumir um compromisso
Confirme o preço, o VPT e o destino do imóvel que constará da escritura.
Faça uma simulação oficial de IMT e valide se existe alguma isenção aplicável.
Peça ao banco a lista completa dos custos de crédito e o momento em que são cobrados.
Reserve um valor separado para impostos e não o misture com a entrada.
Valide o orçamento final com apoio fiscal ou jurídico quando a operação tiver particularidades.
Os impostos não devem ser uma surpresa de última hora. Quando entram no plano desde o início, a compra fica mais comparável e a decisão mais segura. Este conteúdo é informativo; para cálculo e enquadramento do seu caso, confirme sempre junto das entidades competentes.
