← Voltar aos conteúdos

Imobiliário

Almada estuda nova origem de água com a EPAL, mas ainda sem obra contratada

O acordo entre Almada, os SMAS e a EPAL abre um estudo técnico sobre dois cenários de fornecimento de água. A decisão não aprova obras nem obriga a um futuro contrato.

Por Patrícia Areias
Imagem principal de Almada estuda nova origem de água com a EPAL, mas ainda sem obra contratada

A segurança do abastecimento de água em Almada entrou numa nova fase de estudo. A Câmara Municipal, os SMAS e a EPAL assinaram a 23 de setembro um acordo para avaliar uma solução estrutural que diversifique as origens de água do concelho. O anúncio da Câmara Municipal de Almada e a nota dos SMAS confirmam que, para já, está em causa um estudo técnico — não uma obra adjudicada.

Dois cenários de capacidade em análise

Segundo a autarquia, a EPAL vai estudar uma possível ligação ao seu sistema de captação, tratamento e transporte de água. Estão a ser equacionados dois intervalos de capacidade anual: entre 4 e 6 milhões de metros cúbicos, ou entre 10 e 12 milhões de metros cúbicos. O objetivo é criar redundância e reforçar a continuidade do serviço em situações de falha ou emergência.

Estes valores descrevem cenários considerados no estudo, não volumes já contratados ou garantidos. A notícia municipal indica que o abastecimento atual de Almada assenta em origens subterrâneas associadas ao aquífero da Península de Setúbal, razão pela qual a diversificação é apresentada como uma possibilidade a avaliar.

O que acontece depois do estudo

As conclusões e os relatórios serão partilhados com o município e com os SMAS. Só depois desse trabalho a EPAL deverá apresentar uma proposta de contrato de fornecimento. Essa proposta terá de definir, entre outros pontos, a configuração e capacidade do sistema, o regime tarifário, os prazos de execução dos investimentos, a duração de um eventual contrato e os volumes anuais a adquirir.

A Câmara sublinha expressamente que o acordo não determina qualquer investimento nem obriga as partes a celebrar um contrato futuro. Os SMAS também poderão continuar a procurar e avaliar outras origens alternativas de água. Assim, a assinatura marca o início de uma avaliação técnica e económica, e não uma decisão final sobre o modelo de abastecimento.

Porque o tema interessa a quem vive ou procura casa

Água fiável é uma infraestrutura essencial para a vida doméstica, para os serviços e para o funcionamento de bairros em crescimento. A autarquia relaciona a pressão sobre os recursos hídricos com as alterações climáticas, a evolução demográfica e as necessidades de consumo. Para quem vive em Almada ou pondera mudar-se para o concelho, o anúncio é sobretudo uma atualização sobre o planeamento de longo prazo do serviço.

Não permite, contudo, concluir que haverá uma alteração imediata no abastecimento, nas tarifas, na disponibilidade urbanística ou no valor das casas. Esses efeitos dependerão de decisões posteriores, da solução técnica escolhida e dos investimentos eventualmente aprovados.

Primeiro passo, não solução fechada

A principal informação a acompanhar nos próximos meses será a conclusão do estudo, seguida de uma eventual proposta formal e das decisões sobre investimento e contrato. Até lá, os dois cenários são opções em análise. A distinção ajuda a ler a notícia com rigor: há um acordo para estudar uma alternativa, mas o fornecimento futuro ainda não está decidido.

Fontes: Câmara Municipal de Almada e SMAS de Almada.